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Por que pressionar seu deputado e senador pode ajudar a manter o valor original do auxílio emergencial

Notícias

10 junho de 2020

O ministro da Economia Paulo Guedes confirmou que o Governo Federal vai pagar mais duas parcelas do auxílio emergencial (vulgarmente conhecido como ‘coronavoucher’), só não disse se os valores serão mantidos ou se haverá uma redução.

 

O presidente Jair Bolsonaro já afirmava desde o fim de maio os planos de prorrogar o benefício de uma a três parcelas desde que o valor total não ultrapassasse R$600 (ou R$1200 para mães solteiras).

 

“Vai ter a quarta parcela, mas não de R$600. Não sei quanto vai ser, R$300, R$400. E talvez tenha a quinta, talvez seja de R$200 ou R$300. Até para ver se a economia pega", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Jovem Pan no dia 22.

 

Em crítica a parlamentares que pedem que a prorrogação do auxílio emergencial mantenha os valores originais, o presidente retrucou. “Se tirar dos salários dos parlamentares, tudo bem, por mim eu pago até R$ 1 mil”, disse Bolsonaro depois da reunião interministerial dessa terça, dia 9.

 

Mais uma parcela de R$600 (dividida em duas parcelas menores) custariam ao Governo Federal cerca de R$51 bilhões, totalizando quase R$203 bilhões todo o benefício.

 

Proposta do Congresso

 

O presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista coletiva no Congresso Nacional defendeu que haja um diálogo entre os Três Poderes para redução de salários durante a pandemia.

 

O parlamentar propõe determinada redução temporária nos salários de servidores dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para permitir que Orçamento da União tenha dinheiro para custear mais duas parcelas do auxílio emergencial sem alterações no valor.

 

De acordo com Maia, todo o serviço público federal custa aos pagadores de impostos brasileiros cerca de R$220 bilhões por ano. Um corte salarial de modo que alivie cerca de R$50 bilhões permitiria que o Governo Federal pague as duas parcelas de R$600.

 

“O Parlamento está disposto a sentar e dialogar. Essa proposta partiu da Câmara dos Deputados, e vamos discutir condições de manter essa renda aos mais vulneráveis”, disse Rodrigo Maia. Os cortes seriam feitos apenas daqueles que tem salários maiores e que não sejam da área da Saúde.

 

Pressão popular

 

Esta é uma lista dos parlamentares em exercício hoje no Congresso Nacional.

 

 

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Notícia Publicada no portal JUSBRASIL.